segunda-feira, 15 de outubro de 2012
domingo, 14 de outubro de 2012
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Danças do Brasil (1958) - Felícitas Barreto
Nesta postagem vamos
explorar o olhar de uma dançarina sobre a Capoeira, ou melhor, sobre o que se dizia da Capoeira na década de
1950. Prática na qual, segunda ela, teria uma coreografia e seus movimentos são
tidos como “passos”.
A Autora.
Felícitas Barreto, alemã natural de Colônia, nasceu em 1910, veio para
Brasil ainda muito jovem depois do termino da Segunda Guerra Mundial, quando
pai havia perdido o emprego de engenheiro industrial. A família se instalou em Niterói.
Dedicou grande parte de sua a vida à dança: começou na Escola de Bailados com
Maria Olenewa e Ricardo Nemanoff. Apresentou-se no Teatro Municipal, na temporada
de 1943. Em 1946, cria seu Ballet Folclórico Nacional, apresentando-se no
Teatro João Caetano as coreografias: Tabu, Raio de Lua, Macumba, Casamento de
Zumbi, Feitiço e Yamanjá. Sendo que a última, chocou o público e teve problemas
com a censura, pois dançou rodeada por negros, nua da cintura para cima. Felícitas
ainda trabalho em filmes e peças de teatro. Em 1958 lança a obra Danças do
Brasil.
A Obra.
Pelas mãos de Felicitas Barreto
foi lançado em 1958 à primeira edição
de Danças do Brasil.
Parafraseando a autora, “o livro é o resumo da fabulosa riqueza coreográfica que
possui o Brasil”, nele foram catalogadas inúmeras manifestações de danças, exigindo
grande esforço de pesquisa, tendo que viver na floresta entre índios e viver mais
próxima do povo que conheceu nas suas viagens pelo interior do Brasil. Sendo assim,
na primeira parte da obra encontramos somente danças indígenas e na segunda,
folclore de todo o Brasil. È ai que encontramos um tópico que nos interessa:
Capoeira.
Nesta
parte, a autora a capoeira foi introduzida no Brasil, no século XVI, por
negros Angola e Bantus. Uma luta que usaria pouco as mãos e muito as pernas
e a cabeça, o que na obra se entende como algo de grande vantagem diante dos
colonizadores europeus, desacostumados nessa forma de combate. E isso,
explicaria, de certa forma. as proibições da prática durante o tempo. Bem,
seriam, então, os negros astutos e encontram uma solução: “disfarçaram a
capoeira como antes haviam disfarçado a sua religião, colocando nas lutas de
capoeiras pantomimas, mímicas e danças acompanhadas de músicas.”.Ficando
assim a sua definição de Capoeira:
“ A capoeira é um combate
esportivo numa dança.”
Trata assim, a capoeira como
dança e, desta forma, menciona os trajes usados, os instrumentos de música, a
coreografia e seus passos. Acredito que o mais interessante nesta última parte,
se refere a coreografia, pois nos dá uma visão mais plástica: O “preceiro”
guando os capoeiras ficam de cócoras diante do berimbau para fazerem suas rezas
e pedidos de proteção contra facas e golpes; os toque do berimbau e a forma de “dançar”
diante dos diferentes ritmos (São Bento grande luta ligeira, baguela jogo lento
com uso de peixeira, ...); e por fim, os passos (movimentos) como raspa, rasteira,
tesoura entre outros.
Vale a pena conhecer:
sábado, 6 de outubro de 2012
Revista Realidade (1967) "É luta, é dança, é Capoeira"
Em 1967 a Revista Realidade (Ano I, número 11, Fevereiro de 1967) explorou a temática da Capoeira para seus leitores, uma linda reportagem escrita por Roberto Freire e fotos de Davi Drew Zingg. Esse conteúdo já foi explorado por nosso blog na postagem: Vicente Joaquim Ferreira Pastinha - Mestre Pastinha. (I). Agora disponibilizamos o conteúdo na integra, pois o consideramos um importante documento sobre a capoeira.
Vale a pena ler e reler.
domingo, 30 de setembro de 2012
DOCUMENTÁRIO - ARTES DA CAPOEIRA
Eu sou fruta madura
que cai do pé lentamente
na queda larga a semente
procura uma terra fresca
para ser fruta novamente.
na queda larga a semente
procura uma terra fresca
para ser fruta novamente.
Mestre João Grande.
Uma coisa leva a outra e essa outra a outras. Bem, foi assim com minhas pesquisas sobre o trabalho de Frede Abreu, elas me levaram a conhecer um documentário produzido por ele: Artes da Capoeira.
Aqui o material foi dividido em três partes, cada uma voltada a um questionamento diferente, mas todas ligadas ao universo da capoeira: a primeira, podemos relaciona-la a musicalidade e aos instrumentos da capoeira; a segunda sobre seus movimento, sua forma de "dançar"; e por último, a religiosidade e o ritual da capoeira.
O documentário conta com a contribuição de Mestre Curio, Mestre Nelito, Mestre Cobrinha Mansa, Mestre Nenel, Mestre Gigante, Mestre Tonho Mateira, Mestre Moraes, Mestre Olavo, Mestre Timbo e Mestre João Grande.
O documentário conta com a contribuição de Mestre Curio, Mestre Nelito, Mestre Cobrinha Mansa, Mestre Nenel, Mestre Gigante, Mestre Tonho Mateira, Mestre Moraes, Mestre Olavo, Mestre Timbo e Mestre João Grande.
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domingo, 23 de setembro de 2012
Cidades: PIRACICABA tem Capoeira Angola!
Iniciamos uma série de postagens que divulgarão cidades no Brasil e do Mundo onde se prática a Capoeira Angola.
Tem Capoeira Angola de qualidade na cidade de Piracicaba, interior do estado de São Paulo, Brasil. Lugar onde se estabeleceu a sede da Escola de Capoeira Angola Raiz de Angola, de Mestre Zequinha.
Piracicaba foi fundada em 1767 às margens do Rio Piracicaba, mas somente no século XIX que o município começou a se destacar com cultivo da cana-de-açúcar e do café. Essa produção agrícola, contudo, ainda no início do século XX entrou em decadência. Como saída a cidade se voltou para a industrialização, muito ligada ao agronegócio, ao setor metal-mecânico e de equipamentos destinados à produção de açúcar. Isso a coloca hoje entre as cidades mais importantes economicamente no país.
Além da importância econômica, a cidade de Piracicaba é também um importante centro cultural de sua região. Muitos de seus bairros (Santa Olímpia e Santana, o Horto Florestal de Tupi e o Balneário de Ártemis) são áreas de preservação ambiental, outros localizados na região central às margens do rio Piracicaba são parques de visitação turistica. Tradicionalmente a história da cidade é contada pela vinda de bandeirantes no século XVIII, pelos grandes empreendimentos agrícolas do século XIX e pelo seu pioneirismo da industrialização no século XX. No entanto, ela reserva outras inúmeras facetas. ![]() |
| Parque do Mirante. |
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| Rua do Porto. |
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| Vista do Engenho Central e Saldo |
![]() |
| ESALQ - Escola de Agronomia Luiz de Queiroz |
Relevante a Capoeira, lembremos da Sociedade Treze de Maio (fundada em 1901 com o nome de Sociedade Beneficente Antonio Bento e que trocou de nome em 1908) fundada por negros que pretendiam comemorar a libertação dos escravos. Hoje é um importante espaço de reverencia as tradições afro-descendentes. Esse espaço é muito conhecido por Mestre Zequinha, homem de grande envolvimento com ações pela liberdade e pelo cultivo das tradições afro-descentes.
Visite a cidade, e lembre-se de conhecer a roda de Mestre Zequinha sempre às sextas-feiras (19:00 hs).
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terça-feira, 18 de setembro de 2012
O Barracão do Waldemar - Frede Abreu
A partir de uma proposta de
seminário, ou melhor, de uma proposta para os encontros periódicos com que o grupo
Semente do Jogo de Angola núcleo Barão Geraldo realiza seus estudos sobre a
capoeira angola, o livro “O Barracão do mestre Waldemar” me foi apresentado.
Infelizmente não pude na ocasião comparecer ao seminário, no entanto, a vontade
de conhecer essa obra de Frede Abreu foi grande e empreendi a leitura. Como a
reprodução e a transmissão não são permitidas, farei somente alguns comentários
recomendando como compra obrigatória para qualquer capoeirista.

Como contribuição maior, o livro retira
da sombra um grande Mestre da Bahia tornando o conhecimento sobre a capoeira
angola mais complexa e para além dos limites Bimba/Pastinha.
O livro contribui para uma inteligibilidade mais complexa e rica da capoeira. É o tipo de leitura que enriquece sem
cansar, é para se ler numa tarde, tanto pela sua facilidade, quanto pelo prazer que proporciona.
Abaixo segue uma pequena reprodução da apresentação da obra como uma degustação, como uma comprovação do deleite da leitura desse material. depois de ler essas linha acredito que muitos irão a procura de adquirir o livro“O Barracão do Mestre Waldemar” , de Frede Abreu. Nela Frede conta como foi lubridiado pelo Mestre Waldemar
- * -
domingo, 16 de setembro de 2012
terça-feira, 11 de setembro de 2012
1° Encontro de Capoeira Angola - Itanhaém/SP
Mestre
Zequinha ministrará no dia 22 de setembro (2012) uma oficina no 1° Encontro
de Capoeira Angola da cidade de Itanhaém, no litoral de São Paulo.
O evento é organizado pelo GCAI: Grupo de Capoeira Angola de Itanhaém.
Para aqueles que estiverem por perto, é uma grande oportunidade
de vivenciar o trabalho de Mestre Zequinha fundador, em 1996, da Escola de Capoeira Angola Raiz de Angola sediada em Piracicaba, no interior de São Paulo - Brasil.
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terça-feira, 4 de setembro de 2012
Capoeira Angola segundo Mestre Pastinha.
Documentário de 1991 rememorativo dos dez anos do falecimento de Mestre Pastinha e das atividades, no mesmo tempo, do Grupo de Capoeira Angola Pelourinho do Rio de Janeiro, realizado por Antonio Carlos Muricy.
Este vídeo mistura gravações de rodas realizadas com a presença de angoleiros cariocas e de outros estados como os Mestres Moraes, Neco Pelourinho, Zé Carlos, Braga, Marco Aurélio, Armandinho, Angolinha, Lumumba, Rogério, Valmir, Brinco, Manoel, por exemplo, com reflexões de Mestre Pastinha, o Guardião da Capoeira Angola, e uma pequena história da Capoeira, narrados por Mestre Brinco e Mestre Neco Pelourinho.
Boa sessão:
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